quarta-feira, 20 de junho de 2012

Distúrbios Hemodinâmicos


Homeostasia 
Processo fisiológico envolvido na fluidez do sangue e com o controle  do sangramento quando ocorre lesão vascular.
Quando há rompimento desse equilíbrio, surgem alterações, que comumente podem ser agrupadas dentro dos distúrbios circulatórios. Compreendem alterações hídricas intersticiais (edema), alterações no volume sangüíneo (hiperemia, hemorragia e choque) e alterações por obstrução obstrução intravascular intravascular (embolia, trombose, trombose, isquemia isquemia e infarto).

Hiperemia
Consiste no aumento do volume de sangue no interior dos vasos 
em uma região por intensificação do aporte sangüíneo ou diminuição do 
escoamento venoso.
ATIVA
Provocada por dilatação arteriolar com o aumento do fluxo sanguíneo local. O grande volume de sangue presente nesse caso provoca eritema, pulsação local e calor.
• Fisiológica – quando há necessidade de maior irrigação (Ex: Músculo esquelético durante o exercício)
• Patológica – inflamação aguda
PASSIVA OU CONGESTÃO
Provocada pela redução na drenagem venosa, que causa distensão das veias, vênulas e capilares. Logo, a região comprometida adquire coloração vermelho-escuro devido à alta concentração de hemoglobina desoxigenada.
• Obstrução de uma veia – compressão do vaso, trombose
• Redução no retorno venoso –– insuficiência cardíaca

Edema
É o aumento da quantidade de líquido no meio extracelular, sendo externo ao meio intravascular.
O desequilíbrio entre os fatores hidrodinâmicos entre interstício e o meio intravascular é que origina o edema.
Esses fatores compreendem a pressão hidrostática sanguínea e intersticial, a pressão oncótica vascular e intersticial e os vasos linfáticos.



Hemorragia

A hemorragia é definida como uma perda aguda de sangue circulante.
Perda de sangue por rompimento de um vaso sangüíneo,alterando o fluxo normal da circulação. Se não controlada pode ocasionar estado de choque ou levar a morte em poucos minutos. Quando ocorre hemorragia, o corpo não só perde as células do sangue e os elementos de coagulação, como também perde plasma e o volume de sangue total. 
Normalmente o volume de sangue corresponde a 7% do peso corporal no adulto. Por exemplo, um homem de 70 Kg tem aproximadamente 5 litros de sangue. Na criança o volume é 8 a 9% do peso corporal.

Choque
É um colapso circulatório caracterizado por uma hipotensão significativa. É uma incapacidade generalizada do sistema circulatório de perfundir as células e tecidos com teores adequados de oxigênio e nutrientes. 
Falha no mecanismo que bombeia o sangue (coração)
Problemas nos vasos sangüíneos (alteração na resistência da parede vascular)
Baixo nível de fluido no corpo (sangue ou líquidos corporais)


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Pensamento

"E a gente tem mesmo é que se libertar do que nos deixa triste. Deixar de lado tudo o que não nos acrescenta. Porque o que não vier para o nosso lado com o intuito de trazer leveza, que tome o caminho de volta."



Características dos tumores da Neoplasia


Critério
Benigno
Maligno
Encapsulação
Frequente
Ausente
Crescimento
Lento
Expansivo
Bem delimitado
Rápido
Infiltrativo
Pouco delimitado
Morfologia
Semelhante à origem
Diferente
Mitose
Raras e típicas
Frequentes e atípicas
Antigenicidade
Ausente
Presente
Metástase
Não ocorre
Frequente


Fonte: http://dtr2001.saude.gov.br/sas/decas/neoplas.mansia.htm

domingo, 3 de junho de 2012

Novo estudo afirma que chocolate amargo faz bem ao coração

Um estudo feito na Austrália mostrou que comer 100 gramas diárias de chocolate escuro ajuda a prevenir infartos. As conclusões se unem às de outras pesquisas que já mencionaram os efeitos positivos do chocolate escuro para a saúde.

O chocolate é rico em flavonóides, poderosos antioxidantes naturais que limitam o estresse e diminuem o risco de doenças cardiovasculares, cânceres e outras doenças.
Realizado pela Universidade Monash, de Melbourne, e publicado esta semana no "British Medical Journal", este estudo insiste nos efeitos positivos "significativos" do chocolate com alta concentração de cacau e menos açúcar.
Concretamente, um consumo diário de 100 gramas de chocolate com 70% de cacau poderia evitar 70 ataques cardíacos mortais e 15 de menor intensidade em cada 10 mil pessoas com risco de sofrê-los, segundo a pesquisa.
"Nossas conclusões indicam que o chocolate escuro poderia ser uma alternativa ou um complemento aos tratamentos médicos das pessoas que têm alto risco de sofrer doença cardiovascular", afirmou Ella Zomer, encarregada do estudo.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Câncer

O QUE É CÂNCER?

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.

Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.

Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).


O QUE CAUSA O CÂNCER?

As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.

De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Alguns deles são bem conhecidos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia. Outros estão em estudo, como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos.
 
O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam a sua suscetibilidade à transformação maligna. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais freqüente nesses indivíduos.Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das células.
O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer. Por exemplo, o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão é diretamente proporcional ao número de cigarros fumados por dia e ao número de anos que ela vem fumando.

Fatores de risco de natureza ambiental
Os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no meio ambiente ou podem ser herdados. A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida).
As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os 'hábitos' e o 'estilo de vida' adotados pelas pessoas, podem determinar diferentes tipos de câncer.

HereditariedadeSão raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogênese. Um exemplo são os indivíduos portadores de retinoblastoma que, em 10% dos casos, apresentam história familiar deste tumor.
Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição dos membros da família a uma causa comum. Determinados grupos étnicos parecem estar protegidos de certos tipos de câncer: a leucemia linfocítica é rara em orientais, e o sarcoma de Ewing é muito raro em negros.

COMO SURGE O CÂNCER?
As células que constituem os animais são formadas por três partes: a membrana celular, que é a parte mais externa; o citoplasma (o corpo da célula); e o núcleo, que contêm os cromossomas, que, por sua vez, são compostos de genes. Os genes são arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no organismo. Toda a informação genética encontra-se inscrita nos genes, numa "memória química" - o ácido desoxirribonucleico (DNA). É através do DNA que os cromossomas passam as informações para o funcionamento da célula.
Uma célula normal pode sofrer alterações no DNA dos genes. É o que chamamos mutação genética. As células cujo material genético foi alterado passam a receber instruções erradas para as suas atividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados protooncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os protooncogenes transformam-se em oncogenes, responsáveis pela malignização (cancerização) das células normais. Essas células diferentes são denominadas cancerosas.





terça-feira, 24 de abril de 2012

Pensamento

"Conscientize-se de que sua inteligência é superior às suas medidas, que ser magrinha não atrai amor instantâneo, que sua personalidade é um cartão de visitas, que a felicidade é a melhor maquiagem, que ser leve é que emagrece. E dá-se a mágica."

Martha Medeiros

Dieta das Cores

Aproveitando que vamos fazer um trabalho sobre isso, resolvi postar algo que achei bem legal.



Desde a época de nossas avós aprendemos que antes de tudo "comemos com os olhos", pois saiba que um prato colorido, além de nos induzir ao prazer da comida, traz maior quantidade e diversidade de nutrientes.

-Como podemos tirar proveito das cores dos alimentos para enriquecer a alimentação? É verdade que quanto mais colorido o prato, mais nutritivo ele é?
A cor dos alimentos é uma ótima pista para selecionar ingredientes com boas doses de proteínas, carboidratos, fibras, vitaminas e minerais. Outra vantagem é o poder de saciedade que uma dieta colorida pode oferecer, ajudando a controlar os excessos, pois quando você presta mais atenção à comida e saboreia cada alimento, percebe mais prontamente o momento em que atingiu o seu ponto de saciedade, evitando ataques por impulso. Variedade é a palavra chave! Conseguimos uma maior oferta de nutrientes quando variamos ao máximo as cores e sabores. 

-Há estudos desenvolvidos sobre o assunto?
Não exatamente sobre a dieta das cores, mas muitos estudos relacionam uma dieta variada com a boa saúde. Já foram realizados estudos que comprovam que quando ocorre a ingestão apenas de alimentos de uma cor, as chances de ficarmos doentes são maiores. Outros que associam alguns tipos de tumores às dietas, indicando a proteção contra diversos tipos de cânceres através do consumo de certos alimentos tidos como antioxidantes, que protegem levemente a lesão celular, que pode evoluir para neoplasias (que são os cânceres).

-Além da atratividade, quais são as outras vantagens dessa divisão?
Uma refeição colorida pode ser mais do que atraente. As cores dos alimentos indicam substâncias importantes para o organismo e quanto mais colorida for a refeição, maior a diversidade de nutrientes e melhor seu valor nutricional. É claro que não existe uma regra, mas na maioria das vezes funciona desta maneira. As cores dos vegetais trazem diferentes pigmentos importantes para a saúde, por exemplo, o betacaroteno, responsável pela coloração alaranjada e o licopeno, responsável pela cor avermelhada de algumas frutas e legumes, sendo que ambos possuem propriedades antioxidantes.

São divididos em 6 grupos:
Amarelo
Abacaxi, abóbora, ameixa, caju, carambola, damasco, cenoura, laranja, limão-cravo, mamão, manga, maracujá, melão, milho, nêspera, pêssego, pimentão amarelo, tangerina. 
O tom amarelo ou alaranjado vem do betacaroteno, ou pró-vitamina A. É um pigmento fundamental para a manutenção dos tecidos e dos cabelos. O betacaroteno também beneficia a visão noturna e atua no metabolismo das gorduras. Os alimentos amarelos são ricos em vitamina C, que participa da síntese de colágeno e tem ação antioxidante contra os radicais livres. 

Branco
Algas marinhas, alho, banana, batata, cebola, chuchu, cogumelo, couve-flor, feijão branco, maçã, mandioca, nabo, palmito, pêra, pinha, rabanete. 
A cor branca é dada pelo pigmento flavina. A presença dessa substância indica alimentos ricos em minerais, carboidratos, vitamina B6 e outros nutrientes. Tudo isso favorece a renovação celular e protege o sistema imunológico, melhorando as defesas orgânicas. Legumes e vegetais brancos costumam ter cálcio e fósforo. Esses minerais essenciais ajudam na formação e manutenção dos dentes e na elasticidade dos músculos. 

Verde
Abacate, abobrinha, acelga, alface, quiabo, repolho, salsa, agrião, pimentão verde, brócolis, chicória, vagem, couve, kiwi, ervilha, espinafre, limão, pepino, rúcula, escarola, manjericão. 
O pigmento que define a cor deste grupo de alimentos é a clorofila, considerada um potente energético celular. Segundo a medicina chinesa, comer folhas verdes aumenta a oxigenação das células e melhora o metabolismo da energia. Outro efeito da clorofila é potencializar alguns nutrientes encontrados nos vegetais, como a vitamina C.

Vermelho
Beterraba, caqui, cereja, framboesa, goiaba, melancia, morango, nectarina, pimentão, pitanga, romã, tomate. 
O vermelho é conseqüência do licopeno, pigmento com ação semelhante ao betacaroteno. Normalmente aparece associado à vitamina C, formando uma dupla com efeito antioxidante que, entre outros benefícios, colabora na prevenção do câncer e do stress. 
 

Preto ou Roxo
Alcachofra, ameixa, amora, berinjela, feijão-preto, figo, jabuticaba, uva, repolho roxo. 
Alimentos nas tonalidades roxa, preta ou azulada contêm antocianina, um tipo de pigmento ligado à presença da vitamina B1. E é justamente a vitamina B1 o elemento essencial para a transformação dos carboidratos e outros nutrientes em energia. A falta de vitamina B1 pode levar à perda de apetite, redução do peso e até à anorexia (um desvio de comportamento alimentar que pode até mesmo levar à morte). 

Marrom
Amêndoas, amendoim, arroz integral, aveia integral, avelã, canela, castanha, centeio, cevada, grão-de-bico, feijão, lentilha, nozes, pão integral, pinhão, soja, tamarindo, trigo. 
Ricos em fibras, os alimentos de cor marrom regulam o funcionamento do intestino, prevenindo problemas que vão desde a prisão de ventre até o câncer. Também ajudam a controlar o colesterol e o diabetes e melhoram a flora intestinal. As sementes oleaginosas, incluídas neste grupo, são excelentes fontes do mineral selênio e de vitamina E. 




Artrite e artrose atingem articulações do corpo e podem ser genéticas


Atividades simples e corriqueiras, como abrir um pote, podem se tornar bastante complicadas para quem sofre de artrite ou artrose, doenças capazes de atingir as articulações do corpo todo.
As causas muitas vezes são genéticas, mas no caso da artrose também estão ligadas ao envelhecimento e a movimentos repetitivos ou incorretos.
Em estágios mais avançados, esses problemas reumáticos comprometem a função das mãos e de outros membros. Segundo a terapeuta ocupacional Maria Cândida Luzo e a reumatologista Licia da Mota, a artrite reumatoide não pode ser prevenida, mas a artrose, sim. De qualquer forma, quem já sofre com dor nas juntas pode adaptar objetos e ações do dia a dia para facilitar a vida.
A artrite surge em qualquer idade, mas é mais comum dos 35 aos 50 anos e no sexo feminino. Já a artrose tem maior incidência entre os idosos e representa até 40% das consultas em ambulatórios de reumatologia.


O melhor momento para combater a artrite é nos primeiros três meses dos sintomas, quando ainda não há danos importantes às articulações. Rigidez, especialmente ao acordar, e dores nas juntas devem ser levadas a sério.
Com o frio, os sinais podem piorar. Isso porque as baixas temperaturas provocam contração dos músculos e das articulações.
Se você sentir dores reumáticas, procure orientação médica antes de fazer massagem ou exercícios. Até mesmo algumas atividades na água afetam as articulações, como é o caso da natação.
Medicamentos biológicos são aplicados contra a artrite como segunda opção, porque trazem maior risco de reações alérgicas – daí a necessidade de serem aplicados somente em ambulatórios.
Além disso, essas são drogas muito caras: enquanto os remédios mais usados custam R$ 360 por ano, um tratamento com substâncias biológicas saem por até R$ 100 mil por ano para um único paciente.
Ações para não sobrecarregar as juntas
- Ao segurar ou levantar um prato ou bandeja, coloque as palmas das mãos por baixo

- Ao ler livros e jornais, não os segure nem aperte com os polegares

- Use talheres com cabos mais grossos ou amplie as alças de facas e outros utensílios com tubos de espuma. Cabos maiores são mais fáceis de segurar

- Ao cortar algo com faca, pegue-a com as duas mãos para ter mais força e segurança. Ou tente usar um cortador
- Ao manipular ingredientes no preparo de alimentos, não prenda a colher com o polegar. Em vez disso, segure-a na palma da mão com os dedos enrolados em torno do punho

- Ao escovar os dentes e pentear-se, segure a escova com todos os dedos

- Lubrifique as fechaduras mais difíceis ou peça a um chaveiro para trocá-las

- Abuse dos antiderrapantes
- Use tesoura com mola para cortar objetos. Elas diminuem o trabalho dos músculos e das articulações

- Ao escrever, use uma caneta mais grossa ou emborrachada

- Sempre que possível, utilize aparelhos elétricos, como abridor de latas, escova de dentes e chave de fenda



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Excesso de acidez no estômago


Excesso de acidez no estômago causa úlceras e gastrite


Alimentos ácidos, condimentados e gordurosos costumam cair como uma bomba em estômagos mais sensíveis. É comer para logo sentir aquela azia ou queimação.
Cafeína, bebidas alcoólicas, cigarro e até o nervosismo também podem piorar problemas como gastrite e úlcera. Segundo uma enquete feita aqui no site, 34% das pessoas disseram que o estresse é o fator que mais desencadeia crises estomacais.
Isso ocorre porque, em situações de tensão, o sistema nervoso é acionado e estimula a produção de ácido clorídrico no estômago. Assim, o suco gástrico fica mais ácido e a agressão é maior.
O suco gástrico é formado basicamente por água, ácido clorídrico e enzimas digestivas. Seu pH varia entre 1,5 e 2, mas em indivíduos com gastrite ele fica ainda mais ácido. O pH é a escala que determina a acidez e vai de 0 a 14, em que 0 é o mais ácido e 14 o mais alcalino. O pH da água, que é neutra, é 7.
Segundo os cirurgiões do aparelho digestivo Fábio Atui e Marcelo Averbach, a gastrite é uma inflamação da parede do estômago e acontece quando a acidez aumenta tanto que começa a agredir o órgão.
Quando essa inflamação evolui, pode causar uma ferida mais grave, a úlcera. Mas é possível ter úlcera sem ter apresentado gastrite. E o problema pode atingir o duodeno, primeira parte do intestino delgado.
A gastrite está relacionada, ainda, à bactéria Helicobacter pylorii, presente na água e nos alimentos. Quando ingerido, esse micro-organismo passa a morar no estômago e estimula a produção de ácido.
Algumas pessoas têm um sistema de defesa mais forte e se protegem melhor. Naquelas com baixa imunidade, a bactéria pode provocar gastrite. Boa parte do tratamento é feita com antibióticos.
Sintomas da gastrite
- Queimação no estômago
- Mau hálito
- Dor de barriga ou diarreia
- Vômito com sangue
Para pacientes com gastrite ou úlcera, as frutas ácidas (como laranja e limão) devem ser evitadas. Algumas bebidas também aumentam a acidez no estômago. É o caso do café, do chocolate, do chá preto e do chá mate.
Da mesma forma, condimentos como pimenta, vinagre e alho, alimentos em conserva (picles e pepino), refrigerantes e frituras (pastel, coxinha, bolinha de queijo, etc) devem ser cortados do cardápio.
Além disso, devem ser evitados balas, gomas de mascar e pirulitos, porque, conforme mastigamos e salivamos, nosso cérebro recebe um sinal de que a comida está entrando no corpo e sinaliza para o estômago que está na hora de produzir ácido clorídrico, já que a comida vai chegar. Só que os alimentos não são engolidos e o ácido traz prejuízos à mucosa.
Nível de acidez dos alimentos
Pouco ácidos (pH maior que 4,5): feijão, brócolis, couve-flor, alface, cebola vermelha, peixe, manteiga, milho, leite, queijo e ovo.
Ácidos (pH entre 4 e 4,5): beterraba, tomate, pimentão vermelho, cerveja, uva verde e uva roxa.
Muito ácidos (pH menor que 4): pepino, limão, laranja, azeitona verde, vinagre, refrigerante de cola, suco de maracujá, picles e pimenta.
Diagnóstico
Pessoas que convivem no mesmo ambiente de alguém com gastrite têm mais chance de ter a doença. Isso porque elas geralmente compartilham maus hábitos alimentares e a situação de estresse familiar. Além disso, podem ter ingerido o mesmo alimento ou água que contenha a bactéria H. pylorii.
No ano passado, o Sistema Único de Saúde (SUS) fez quase 1 milhão de endoscopias, principal exame para detectar inflamações na parede do estômago.
Um tubo de menos de 1 cm com uma câmera na ponta entra pela boca e vai até o estômago. Um sedativo faz a pessoa dormir e tira o desconforto do aparelho. Um chip, que fica na ponta do tubo, conduz a imagem para um monitor, onde o médico observa o corpo por dentro. A câmera desce até o duodeno e mostra inflamações ou feridas na parede gástrica. O exame leva de 5 a 10 minutos.

Dicas
- Pare de fumar: o cigarro aumenta a secreção de ácido e faz com que o suco gástrico fique mais forte, facilitando as inflamações da mucosa do estômago.

- Fracione a alimentação: é essencial para estimular um trabalho uniforme do estômago, fazendo com que o ácido seja usado frequentemente para processar os alimentos e não fique muito tempo parado.
- Não fique em jejum: quando você não come, o suco gástrico fica parado. Quanto mais tempo isso ocorrer, mais o estômago ficará suscetível a inflamações.
- Evite grandes refeições: o estômago de quem come muito não consegue processar toda a comida e estimula mais produção de ácido.




segunda-feira, 26 de março de 2012

Importância da vitamina D na apoptose e hipertensão arterial


A Vitamina D também é importante no combate à pressão arterial, segundo os pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, isso se dá porque a Vitamina D é a principal responsável pelo controle do enrijecimento das artérias que eleva a pressão nas mulheres. Com a falta da vitamina, o organismo feminino faz um esforço três vezes maior para manter seu equilíbrio circulatório e acaba sobrecarregando algumas funções como a irrigação das artérias, o que gera um aumento na pressão e desconfortos, como tontura e transpiração excessiva.

A deficiência do nutriente também está associada à depressão. Pesquisadores da Universidade Vrije, da Holanda, estudaram 1.282 pessoas entre 65 a 95 anos, das quais 169 sofriam de depressão leve. A taxa de vitamina D nas pessoas deprimidas era 14% menor que a observada nos demais idosos, segundo o trabalho. O endocrinologista da Unifesp, Pedro Saddi, explica que a falta de vitamina D aumenta o nível do hormônio da paratiróide, chamado PTH. "Esse hormônio tem uma ligação indireta com alterações no humor e apatia, que são sintomas associados à depressão", diz o médico. 

Outro estudo, divulgado na publicação científica Archives of Internal Medicine, indica que pessoas com baixos índices de vitamina D parecem apresentar mais riscos de morrer. Diversas doenças foram apontadas como causadoras dos óbitos. Os autores da pesquisa sugerem que baixos níveis de Vitamina D estão associados à morte por causa de seu efeito na pressão sanguínea e na habilidade do organismo de responder à insulina. Eles também associam a deficiência da vitamina à obesidade e ao diabetes. 

Fontes de vitamina D:
  • Leite
  •  Iogurte
  •  Ovos
  • Manteiga
  •  Peixes (em especial, sardinha e o atum enlatado)
  • Fígado de boi
  • Queijo cheddar
  •  Óleo de fígado de peixe
  •  Cereais fortificados com a vitamina


Dieta equilibrada em calorias e nutrientes influencia a resposta de genes relacionados ao processo de biossíntese, o que promove o reparo do DNA, a correta sinalização hormonal na pele e a regulação da apoptose.
O consumo de alimentos fontes de vitamina D (óleo de fígado, arenque, sardinha, salmão, ovos, leite integral) também são importantes para a promoção da biossíntese e regulação da apoptose na pele.

Pensamento


Degenaração Gordurosa


Degeneração quer dizer deterioração (célula doente). Alteração regressiva das células e dos tecidos, caracterizada pela anormalidade na sua função e estrutura.

A degeneração gordurosa, também conhecida pelas designações de metamorfose gordurosa, esteatose, lipidose, e infiltração gordurosa, é uma doença provocada pelo desequilíbrio entre a captação hepática dos ácidos graxos e sua utilização. A doença causa a presença excessiva de lipídios dentro do fígado e ocorre quando o índice de acumulação de triglicerídeos excede seus índices de degradação metabólica ou liberação como lipoproteínas.

A esteatose pode ser causada por roxinas, desnutrição protéica, diabetes melito, obesidade e anóxia. O abuso de álcool e o diabetes associado com a obesidade são as causas mais comuns da degeneração gordurosa do fígado (fígado gorduroso) nos países industrializados. Os ácidos graxos livres do tecido adiposo ou do alimento ingerido são normalmente transportados para os hepatócitos, onde são esterificados a triglicerídios, convertidos em colesterol ou fosfolipídios ou oxidados a corpos cetônicos . No interior dos hepatócitos, alguns ácidos graxos são também sintetizados a partir do acetato. A saída dos triglicerídios dos hepatócitos requer a formação de complexos com apoproteínas, para formar lipoproteínas, as quais são capazes de entrar na circulação. O acúmulo excessivo de triglicerídios pode resultar de defeiros em qualquer etapa entre a entrada de ácido graxo e a saída da lipoproteína, sendo responsável pela ocorrência do fígado gorduroso após diversos insultos hepáticos. As hepatotoxinas (p. ex., o álcool), alteram a função das mitocôndrias e do REA, inibindo assim a oxidação dos ácidos graxos. A desnutrição proteica diminui a síntese de apoproteínas; a anóxia inibe a oxidação dos ácidos graxos e a inanição aumenta a mobilização de ácidos graxos a partir dos estoques periféricos (ROBBINS, cap. 01).


 Explicação mais detalhada da desnutrição proteica:

A desnutrição proteica é um exemplo de uma causa que leva a degeneração gordurosa, mas o nosso corpo produz lipoproteínas no fígado, que funcionam como transportadores da gordura pelo sangue, possuindo uma parte polar que uma solubilidade e uma parta apolar que serve para carregar o lipídio. O fígado só fabrica essas lipoproteínas se a pessoa se alimentar de proteínas, se ocorrer a desnutrição proteica grave o organismo não produz as lipoproteínas como deveria, assim a gordura se acumula nas células hepáticas do fígado (hepatócitos), porque a gordura que vem da alimentação passa pelo fígado para que ele empacote nas lipoproteínas e de lá os lipídios vão para o resto do corpo, então o fígado fica gorduroso.